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03/02/2010 13:49 MENTIRAS REQUENTADAS
Olá passageiros!
Finalmente, estamos de volta! O ano de 2010 ainda não começou, porque no Brasil a data oficial do ano-novo é a quarta-feira de cinzas; mesmo assim, desejo um feliz 2010 para todos!
Tenho boas notícias para os milhões (risos) de fiéis seguidores do BONDE: este ano, tudo indica que terei mais tempo para atualizar e divulgar o blog. Quem sabe atingiremos a meta de um post por semana, com bastante discussão nos comentários. Para isso, conto também com vocês!
Para começar bem o ano, vamos a um assunto que está atualmente em pauta na imprensa: a “crise” na Venezuela.
Recentemente, recebi de um amigo um e-mail contendo o manifesto de um tal “Pólo Constitucional”, assinado por figuras políticas contrárias ao governo Hugo Chávez. Como ocorre com tudo que signifique oposição à Revolução Bolivariana, a nossa mídia de massa divulgou amplamente o manifesto, que pôde ser lido na íntegra em alguns portais na Inet. Também divulgaram uma manifestação de estudantes que teria sido “duramente reprimida” pelo governo. Por fim, alguns veículos martelaram mais uma vez a repetida tese de que Chávez ataca a “liberdade de expressão”, ao perseguir e fechar canais de TV que fazem oposição ao governo.
São muitos os ataques, então teremos que fazer como Chico Picadinho, o serial killer brasileiro: vamos por partes! Em primeiro lugar, é preciso dizer que a conjuntura já esteve melhor para as forças bolivarianas, o que animou novamente as forças golpistas da Venezuela e dos EUA.
No Chile, a aliança de centro-esquerda deu lugar ao governo de direita de Sebastián Piñera. Além de dono do Colo Colo (time de futebol mais popular do país), Piñera também ostenta o título de homem mais rico do Chile. Com ele, ascendem ao poder figuras de proa do regime ditatorial de Pinochet, e propostas antes desgastadas (como a de privatizar pelo menos parte da produção de cobre). Piñera atacou Chávez em seu primeiro discurso oficial, e deixou claro seu posicionamento no continente: ao lado do narcoterrorista Álvaro Uribe e dos EUA, contra os governos de esquerda do continente.
Na Venezuela, vários problemas se avolumam no ano de 2010. Em primeiro lugar, a crise lá não foi “marolinha” não, mas tsunami mesmo. A inflação, que já estava alta, aumentou ainda mais. Além disso, como conseqüência do El Niño, o país atravessa uma seca gravíssima, que comprometeu o fornecimento de energia (na Venezuela, mais de 70% da energia provém de hidroelétricas).
Isso não parece ter diminuído o apoio popular a Chávez, que segue sem rivais políticos à altura, mesmo após 11 anos no governo. No momento, a revolução se aprofunda, no sentido de mudança no modo de produção do país, com vistas ao socialismo.
Mas, apesar disso, a oposição vê sinais de desgaste na proposta bolivariana, e volta ao seu velho discurso golpista. Veja como não dá para confiar em lobo em pele de carneiro: uns anos atrás, políticos da oposição acenaram com a perspectiva de aceitar as regras da democracia no país, desistindo das alternativas de força. No entanto, foi só as coisas mudarem um pouquinho para que eles mostrassem a verdadeira face. No último dia 21 de janeiro, Noel Álvarez, presidente da Fedecámaras (espécie de FIESP da Venezuela), deu uma entrevista ao canal RCTV dizendo na cara-dura que a “solução militar” era a única saída para Chávez.
Pensem bem o que é isso... é o mesmo que o Paulo Skaf aparecer na Globo News dizendo que, já que parece que não vai dar para o Serra derrotar a Dilma nas urnas, é melhor então usar os TANQUES para derrubar o governo... Imaginem a cena dantesca para terem uma idéia da desfaçatez da oposição venezuelana...
(em tempo: a RCTV é aquele canal que não foi renovado pelo governo, e que desde então atua como rede por assinatura. Na referida entrevista, o jornalista da emissora – um tal de Miguel Ángel Rodrigues – concordou enfaticamente com as opiniões de seu entrevistado)
Percebe-se, por um lado, que a oposição admite que não dá para vencer Chávez por via eleitoral. Por outro, vê-se que eles continuam dispostos a usar da violência, sempre respaldados por Washington (que recentemente, por meio do Departamente de Estado, divulgou nota relatando “preocupação” com os acontecimentos da Venezuela. Para quem sabe ler, um pingo é letra).
A grita da oposição, que inclui o manifesto do “Pólo Constitucional”, responde não somente ao aprofundamento do socialismo no país, mas também à suspensão temporária de 6 emissoras de TV a cabo, incluindo a RCTV. Ao contrário do que noticiou a grande imprensa brasileira, as emissoras não foram “fechadas” pelo governo, mas sim suspensas por não respeitarem a legislação midiática aprovada pelo Congresso. Em pouco tempo, 5 dos seis canais colocaram sua documentação em dia e voltaram ao ar (algo que, obviamente, foi omitido no noticiário brasileio).
E a tal manifestação dos estudantes? Ela ocorreu, mas há um dado fundamental que propositalmente não apareceu no noticiário nacional: tratava-se de uma manifestação de ESTUDANTES DA REDE PRIVADA, e não da pública. E aí, me desculpem, faz toda a diferença. Pode haver uma ou outra exceção, mas de uma maneira geral esses estudantes são aquilo que o Chávez disse que eles eram: FILHINHOS DE PAPAI, que vão às ruas para protestar CONTRA A DEMOCRATIZAÇÃO DA EDUCAÇÃO PÚBLICA. Deve-se ressaltar esse fato, que a mídia de massa esconde. Esses movimentos estudantis, na Venezuela, são contrários a muitas bandeiras do movimento estudantil brasileiro, por exemplo (que, por sinal, é formado majoritariamente por estudantes da rede pública, principalmente universidades).
Finalmente, falemos um pouco do tal manifesto do Pólo Constitucional. Nada mais é do que um compêndio das mesmas mentiras deslavadas que a oposição vem sustentando a anos, com o beneplácito da mídia de massa. Historinhas repetidas, assinadas por antigos membros da oposição – que tem o filme totalmente queimado na Venezuela – e alguns aliados de última hora, que saíram da base de sustentação do governo Chávez. Dentre estes últimos, destaca-se a figura oportunista do general Baduel que, de fato, estivera com Chávez desde as primeiras conspirações, no movimento revolucionário MBR 200; mas que abandonara o barco quando o Congresso venezuelano aprovou a reeleição dos cargos executivos e, com isso, enterrou suas pretensões de chegar a presidência.
Dentre as velhas mentiras, podemos destacar:
- a velha ladainha de que Chávez é “contra a liberdade de expressão”, devido à “perseguição” aos veículos de comunicação, descritos no manifesto como “os olhos e ouvidos da população”. Já mostramos que a suspensão dos canais de TV a cabo não se deve a perseguição nenhuma; mas, além disso, devemos também desfazer aqui uma confusão com relação a este tema. Quem tem direito a liberdade de expressão, num país democrático, é o CIDADÃO, não uma EMPRESA. É o cidadão que deve poder se expressar livremente, coisa que não ocorre devido aos monopólios e censuras prévias dos meios de comunicação de massa privados. Dizer que a Globo, por exemplo (ou a Venevisión, a RCTV, a Fox, o Estadão, etc) são defensoras da liberdade de expressão é uma ignorância sem tamanho. Nos meios privados, não só os cidadãos não são chamados a se expressar livremente, como os próprios jornalistas são submetidos à mais férrea CENSURA prévia, feita pelos editores e donos dessas empresas. Então esse é um argumento totalmente ridículo.
- as acusações de que Chávez é ligado a “narcoterroristas”, ou que é (num termo novo, cunhado no manifesto) “narcocomplacente”. Essa é uma denúncia antiga, mentirosa e vazia. Trata-se de uma acusação totalmente desprovida de provas, que infelizmente ainda convence muita gente no Brasil. Mas, com relação a isso, deve-se ressaltar que há outra confusão na cabeça de muita gente. A denúncia contra Chávez faz referência velada à luta armada da Colômbia; mas, naquele país, quem é ligado ao tráfico não são as FARC, mas o governo. Aliás, a luta armada surgiu há décadas, JUSTAMENTE PARA COMBATER A INFLUÊNCIA DO NARCOTRÁFICO NO ESTADO COLOMBIANO. E a presença de militares estadunidenses no país, a título de “combate às drogas”, é uma piada de mal gosto. Com relação a isso, terei que escrever um post específico. Peçam aí nos comentários se for do interesse de vocês.
- a questão da corrupção, que teria aumentado no governo Chávez. Com relação a isso, podem acreditar que ocorre o mesmo que no Brasil: não é que a corrupção aumentou, é que agora ela é combatida e “aparece”; antes ficava atrás das portas dos gabinetes e ninguém ficava sabendo. Corrupção maior do que a venda do petróleo venezuelano a 7 dólares o barril, como chegou a ocorrer antes do Chávez, nunca poderá haver. Falava-se, nesta época, na “caixa-preta” da PDVSA, que funcionava absolutamente sem nenhuma transparência ou controle público. De qualquer maneira, tal como ocorre no Brasil, a corrupção na Venezuela não é responsabilidade deste ou daquele governo, é uma questão estrutural, culturalmente arraigada na população. Trata-se de um problema realmente seríssimo do governo Chávez, mas que não é privilégio dele. Vejam o que ocorre no Brasil, nos EUA, na Argentina, e por aí vai...
- acusações de “violações de direitos humanos”. Que violações? Falam isso da boca para fora e nem se dão o trabalho de citá-las. Que direitos foram violados? Quando? Por quem? Contra quem? Qual (ais) a (s) responsabilidade (s) do governo? Nada. São acusações vazias, nada mais.
Enfim, nada de novo nesse blá-blá-blá, como bem sabem os que lêem o BONDE a mais tempo. Aqueles que até simpatizam com o Chávez, mas que ficam desconfiados sempre que aparece uma “nova” acusação (nova?), devem ter cuidado. Como diria Goebbels, um especialista em mentir para as massas: uma mentira, contada zilhões de vezes, vira verdade; cuidado para não cair nessa e “baixar a guarda”. Com a grande mídia de massa não pode haver vacilação de nossa parte: É PÉ ATRÁS EM TUDO – ABSOLUTAMENTE TUDO – O QUE ELES DIZEM.
Abraços a todos e feliz 2010!
FUSER
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24/12/2009 13:43 DIÁLOGOS VIA BONDE
Olá passageiros!
Depois de longa ausência, estou aqui de volta para mais um post. Final de ano é foda para todo mundo, né? Para este que vos fala também não é diferente. Mas tudo bem. Vamos de marcha lenta mas não deixemos o BONDE parar.
Mesmo porque, apesar do estilo devagar-quase-parando-mas-sem-parar-jamais do nosso blog, não é que ele continua dando algumas bolas-dentro?! Essa semana, dei uma folheada na Caros Amigos desse mês, e qual não foi minha surpresa ao ler a entrevista com o professor Carlos Nelson Coutinho. Estão lá alguns argumentos que os leitores do BONDE já discutiram aqui alguns meses antes...
Carlos Nelson era um dos meus ídolos na época da faculdade (e ainda é, posso dizer). O cara que trouxe o Gramsci para o Brasil, que mais entendia dos conceitos do cara... Gostei muito da entrevista dele, até porque parte de suas idéias coincide com minhas opiniões, como já expressei aqui em outras oportunidades. Mas, em alguns outros pontos, discordo frontalmente do professor.
Como tenho certeza que uma pessoa da envergadura intelectual de Carlos Nelson Coutinho tem o BONDE como uma de suas leituras diárias (risos), vou aproveitar para estabelecer um diálogo com ele neste post.
Como já afirmei em outros post anteriores, concordo plenamente com a avaliação de que o governo Lula avançou muito pouco na “grande política”, conforme definida por Antonio Gramsci – isto é, aquela que realmente resulta em mudanças estruturais, em mudanças profundas na correlação de forças. Chego a me perguntar se, na cabeça do Lula e do chamado “núcleo duro” do PT, as questões estruturais da grande política são objeto de maiores considerações. Às vezes acho que, para alguns deles, o conceito de política se restringe à “pequena política” – a política de bastidores, de corredores do congresso – como se fosse a única para a qual, algum dia, foram apresentados.
Por outro lado, às vezes percebo sutis alterações no equilíbrio de forças global. Não sei se são só oscilações normais na hegemonia burguesa, mas acho que essas coisas são meio cíclicas. Cada forma de hegemonia do capital se corrói com o tempo em virtude de suas próprias contradições, e uma nova “solução” para o problema precisa ser encontrada. Escrevo “solução” entre aspas porque, na verdade, o que tem sido feito não resolve absolutamente nada. Cada “solução” apresentada pela burguesia apenas empurra a bola de neve cada vez mais para baixo, e cada vez mais rápido. Como o nó da questão nunca é destrinchado – isto é, a relação capital nunca é desmascarada – o que se faz é empurrar o problema com a barriga, em meio a uma sensação cada vez mais forte de “fim-do-mundo-está-próximo”...
Não sei se estamos caminhando para o colapso final ou para o seu contrário, que é o inevitável aumento da conscientização das massas. Talvez a mudança, no Brasil, dependa muito mais do que imaginamos de uma mudança mais global. Às vezes, vejo na política externa traços de uma estratégia mais requintada por parte do governo Lula. É uma pena que, no PT de hoje, não seja possível sabermos claramente o que se passa na cabeça do chamado “núcleo duro” do partido, que de fato dá as cartas.
Há muitos traços de aprofundamento do neoliberalismo em áreas de educação, agronegócio, patentes, comunicações, etc. Por outro lado, há avanços na política externa, onde a autonomia do Executivo é maior, e muitos pontos positivos no âmbito da pequena política (que, até certo ponto, podem permitir mudanças mais estruturais num futuro próximo). Qual é o verdadeiro governo Lula? Difícil dizer.
De qualquer forma, tem uma coisa que aprendi com a vida. Num governo de esquerda, a gente reclama de coisas que o governo NÃO FAZ; num governo de direita, o pior é justamente o que eles FAZEM! Assim, não posso de forma alguma concordar com Carlos Nelson quando ele afirma que seria melhor (ou não faria muita diferença) se tivéssemos o Serra na presidência, e não o Lula.
Que isso...? Para começar, Carlos Nelson parece estar completamente cego às questões externas mais amplas. Se fosse o Serra (ou Aécio, Ciro, FHC, Michel Temer...) no poder, teríamos um ALIADO dos EUA no continente, e não uma força minimamente autônoma. Sem dúvida o Brasil estaria isolando cada vez mais a Venezuela e a Bolívia, justamente os locais em que a luta está mais avançada. Nessa hora, mesmo eu, que sou um cara declaramente defensor da importância da questão nacional, tenho que lembrar a prioridade da questão de classe.
Se tem uma comissão de fábrica cada vez mais mobilizada num canto de uma fábrica, não vou querer colocar do lado dela um supervisor de turno mais vigilante. A luta está avançando na América Latina, se não tivermos visão e responsabilidade aqui no Brasil, podemos complicar muito mais as coisas – ou mesmo, sabe-se lá, jogar tudo para o ralo.
A única diferença se o Serra fosse presidente é que teríamos um PT mais combativo, no âmbito parlamentar. Mas não necessariamente a luta estaria mais avançada no âmbito da sociedade como um todo, e nem o processo de burocratização do PT se interromperia (os próprios militantes do PSOL, que saíram do PT, devem se lembrar bem disso).
Para mim, um governo de direita atrapalha, e ponto final. Faz mais mudanças estruturais, aprofunda problemas e torna-os mais difíceis de resolver, etc. Além do fato de dar mais cacetada, de matar mais, de destruir mais o movimento social. Veja o estrago que quatro governo seguidos de direita fizeram com a organização popular no Brasil, desde 1989. Pensemos no MST. O que será pior, a suposta “desmobilização” da base gerada pelo Bolsa Família, ou a repressão desenfreada e assassina de um governo como, digamos, o da Yeda Cruz-Credo do Rio Grande do Sul? Já pensou um negócio daquele a nível nacional?
Veja que estou falando aqui de duas coisas que o Carlos Nelson elogia em sua entrevista: o MST e os governos identificados com o socialismo bolivariano. Então, me parece que é o caso do professor refletir. Eu já coloquei aqui que considero meio irresponsável, por parte de alguns militantes do PSOL (do PSTU nem se fala, é claro), essa identificação acrítica entre os governos Lula e FHC. Pior ainda é quando vejo um intelectual orgânico do partido cometer esse reducionismo.
Daí me pergunto, até que ponto suas opiniões não estão orientadas por uma posição meramente partidária, em virtude de sua identificação com o PSOL? Não digo nem no sentido “eleitoreiro”, que isso seria um insulto à inteligência do Carlos Nelson, mas no sentido de se deixar envolver na teia da luta partidária e passar a pensar com base em sua lógica.
Se isso estiver acontecendo, é uma grande lástima! Para mim, é a própria idéia de partido que deve ser repensada, e não estou me referindo especificamente ao PSOL, pois – como o próprio professor admite – em todo o mundo os partidos de esquerda estão se mostrando incapazes de conduzir uma luta, mesmo que reformista, contra o sistema. Isso para não falar de outros problemas, como os ocorridos em alguns partidos que chegaram ao poder (como a facção bolchevique de Lênin no POSDR, por exemplo).
Acho que, mais do que criticar o governo, o que os partidos de esquerda autênticos deveriam fazer é tentar entender porque não conseguem avançar, já que as condições objetivas para o socialismo nunca estiveram tão dadas, como o próprio Carlos Nelson afirma.
Sobre isso, gostaria de me despedir com uma pergunta para os meus milhões (risos) de leitores: por que nomes importantes na política recente do Brasil, possuidores de inegável valor para as lutas sociais, se negaram a se filiar ao PSOL quando tiveram a oportunidade clara para isso. Falo especificamente de duas pessoas:
1) Protógenes Queirós: que mais pareceu o Ronaldo, treinando no Flamengo e assinando com o Corinthians. Ficou na barra da saia – ou melhor, da calça jeans – da Heloísa Helena um tempão, e depois se filiou ao PCdoB. Por quê?
2) Marina Silva: que podia ter ido ao PSOL, onde seria recebida de braços abertos por sua companheira de luta Heloísa Helena, mas preferiu a companhia do filho do Sarney no PV. Por que?
Rolo a bola para vocês chutarem...
Abraços,
FUSER
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24/11/2009 03:30 QUERO VER O TIO SAM, DE FRIGIDEIRA, NUMA BATUCADA BRASILEIRA
Olá passageiros!
Antecipadamente, desculpo-me com meus milhões (risos) de leitores, que passaram dias de insegurança e desilusão (gargalhadas) com a falta de novos posts no BONDE. Dessa vez, nem foi tanto por falta de tempo, mas por estafa mental, corporal e espiritual nesse calor infernal de final de ano.
Para comemorar a volta do BONDE, falemos um pouco sobre um assunto do momento: a visita do presidente do Irã, Amadine... Ahmaij, Amaji...
(pausa para uma consulta rápida ao google)
... Mahmoud Ahmadinejad! Isso. Pois bem, como dizia, falemos um pouco sobre esse assunto, como gancho para uma breve análise de conjuntura.
Acho que já afirmei aqui em outras oportunidades, não me lembro bem, mas acredito que estejamos nos aproximando de uma conjuntura política de ascensão das lutas de massa semelhante à dos anos 1960. Só que, dessa vez, acredito que o Brasil possa ocupar um lugar de destaque nesse novo cenário, e as lutas políticas que se travarem aqui poderão ser determinantes para os rumos da política internacional e do próprio capitalismo.
Calma... a Revolução não está batendo à nossa porta, e a especificidade do Brasil deve ser procurada em fatores bem objetivos, longe de qualquer teoria ufanista infantil. O fato é que, entre os BRIC, o Brasil está despertando como um líder quase natural para as nações do Terceiro Mundo, não somente na América Latina, mas mesmo entre o mundo árabe e outros locais. Em termos de política internacional, as esperanças do mundo de ver construída uma nova ordem mundial mais humana e responsável repousam nesses quatro países, pois são os únicos com força político-econômica-militar para (talvez) conduzir o mundo nessa empreitada, forçando mudanças no status-quo – isto é, encarando de frente a Pax Estadunidense.
Como já afirmei antes, uma coisa é você fazer uma revolução em Cuba ou Venezuela, outra coisa é fazer no Brasil. Não há grau de comparação entre a influência desses (infelizmente) desconhecidos rincões do mundo com a influência de um país como o Brasil.
A China, de certa maneira, poderia representar esse papel de liderança entre as nações do Terceiro Mundo. Mas a Revolução deles já era, é passado. E, diga-se de passagem, já fracassou. Quem aqui pode ainda acreditar que o modelo chinês representa algo de novo para o mundo, ao invés do simples consumismo desenfreado que reproduz, em outros termos, o capital? Quem aqui não vê que, no final, apenas encontraram outra forma alternativa de reduzir o trabalho a mero mecanismo de reprodução e acumulação de valor? Quer dizer, se a gente for MUITO otimista, podemos no máximo dizer que o sistema chinês garante alguns avanços para o país, numa simbiose em que a continuidade do capitalismo é uma NECESSIDADE – e não um obstáculo – para o sucesso do modelo. Trata-se, portanto, como exemplo para o mundo, de carta foríssima do baralho, embora represente um papel fundamental na trama.
A Rússia é outra que teve a sua chance, mas não deu. Não representa hoje qualquer alternativa que possa ser considerada nova, e seu passado imperialista dificulta uma liderança no Terceiro Mundo. Além disso, a política interna é um desastre, mais próximo do fascismo do que de qualquer outra coisa. Em resumo: filme repetido, que ainda por cima não deixou saudade.
A Índia tem aspectos muito interessantes, mas continua uma colcha de retalhos com gravíssimos problemas estruturais não resolvidos. Além da miséria e da falta d’água, tem problemas políticos sérios com seus vizinhos – quer dizer, se não consegue dialogar nem com quem está do lado, como poderia liderar alguma Revolução ou mesmo uma reles reforma no sistema? Isso tudo para não falar do obscurantismo religioso tacanho que ainda deixa marcas no país e parece o aprisionar ao passado. Outro exemplo de filme repetido que já sabemos de cor o final, e que não agrada.
Resta quem? O Brasil, liderando um conjunto de nações na América do Sul. Estou seguro que estamos diante de uma oportunidade histórica, que as atuais gerações e as vindouras simplesmente NÃO PODEM DEIXAR PASSAR – até porque, pelo andar da carruagem, pode ser a última chance da humanidade, antes do colapso. Nós sempre não falamos que Deus é brasileiro? Pois então, é nossa chance de ver se é mesmo!
E não pensem vocês, “ortodoxos”, que essa questão de “liderança nacional” é menor, que o que importa é “o conflito de classes”. Acordem! Estamos no século XXI e a história – já dizia Marx – só se repete enquanto farsa. Não tenho dúvidas de que o conflito de classes é a luta primordial, mas a forma de conduzi-la precisa levar em consideração a magnitude do problema, que envolve cada vez mais todos os países e transforma a Terra não numa imensidão a ser conquistada, mas numa pequena ilha a ser preservada e compartilhada.
Em nossa história oficial, todos os heróis nacionais caíram inapelavelmente na vala comum do esquecimento. Os líderes populares foram muitos, mas também nunca puderam se afirmar de forma inconteste. Fala-se muito que o povo brasileiro é órfão da monarquia, e continua a procura de um líder que os conduza, de um novo e remodelado “Pai dos Pobres”.
Pois eu digo que o que precisa nos conduzir não é um líder, nem um partido, mas uma idéia, uma idéia de país, um modelo de civilização. O que vai conduzir o povo é simplesmente a única coisa que sempre nos uniu: o “Brasil”, mas entendido como uma nova utopia para o mundo. Uma utopia de solidariedade, de um “querer viver bem”, de simplesmente querer levar a vida gozando das coisas boas, com o mínimo de conflito e nenhum esforço além do necessário. Esse sentimento aparece em todas as coisas das quais nos orgulhamos no Brasil – o carnaval, o futebol bem jogado, a dança, a festa – e sobrevive apesar do mar de miséria e violência que sempre nos rodeou, e apesar da elite mesquinha que nunca entendeu os valores e a cultura popular mais autêntica.
Quando o nosso “lado bom”, esse “ser brasileiro” meio mito, meio realidade, prevalecer sobre nossas mazelas, teremos algo a mostrar para o mundo que poderemos realmente nos orgulhar. Quem entender isso e surfar essa onda – isto é, tornar essa utopia uma bandeira de luta – é que terá condições de fazer a Revolução Brasileira. E, feita a Revolução no Brasil, não tenham dúvidas, o resto do mundo nos acompanhará.
Não sei se Lula percebeu isso, e nem acho que é objetivo dele propor uma superação do capitalismo. Mas sua política externa – com o respaldo de sua política social limitada, porém existente – conduz o Brasil nessa direção de proeminência e de realização, no campo diplomático, dessa nova utopia de que estou falando. Se o Brasil cumprir, para melhor, um papel realmente relevante em questões nodais do mundo de hoje – Palestina, Iraque, Irã, etc – poderemos viver um momento de possível ascensão da consciência das massas.
Tudo o que precisamos é de uma idéia. Não precisa ser fechada, não precisa ser verdadeira. Precisa apenas ser “realizável”. Não precisa nem mesmo ser muito bem definida: basta dizer “utopia brasileira” que o mundo todo irá entender. E, no entendimento deles, compreenderemos quem somos, e qual nosso papel nesse mundo.
Abraços,
FUSER
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16/10/2009 03:04 DEUS LIMITOU A INTELIGÊNCIA DOS HOMENS, MAS NÃO A BURRICE
Caros passageiros,
Dizia Galeano, embasbacado com a gigantesca estupidez humana, que vivemos num mundo “de patas arriba.” É um sentimento compreensível. Acho que qualquer um com sensibilidade suficiente fica tão estupefato quanto ele com os rumos da humanidade – embora nem todos saibamos, como ele, expressar tão bem esse sentimento. Tom Zé também já cantou nossa celebração diária à burrice. Realmente, ela “está na mesa”, como ele dizia, e nos fartamos em todo almoço e jantar, como se fosse a coisa mais natural do mundo.
Pior do que a simples estupidez é a nossa (mal) dissimulada ignorância em relação a ela, nossa desfaçatez.
Dizem que o capitalismo é um sistema “inteligente”, que nos leva ao “progresso” porque sua própria lógica privilegia sempre “o melhor”. Todavia, somos bombardeados diariamente com provas inequívocas da burrice do sistema. E o que fazemos? Simplesmente suspiramos fundo e aceitamos as coisas “tal como são”, mesmo que sejam absurdas, contraditórias, estúpidas ou eticamente inaceitáveis. Permanecemos todos “afundados” em nossas confortáveis poltronas e cadeiras de escritório – como essa em que me acomodo agora.
Pensemos na indústria do entreterimento. Alguém pode, em sã consciência, não reconhecer que o modelo midiático mercadológico é o principal responsável pela permanência de tanta porcaria em nossas rádios, canais de TV, gravadoras, etc? Alguém pode, de forma sincera, não reconhecer que toda forma de arte popular que a mídia se aproxima e mercantiliza PERDE qualidade, ao invés de ganhar?
Não seria mais lógico a qualidade aumentar? Afinal, trata-se de uma “indústria!”, não é? O símbolo do progresso capitalista! O agente máximo da concorrência livre, que privilegia o melhor! No entanto, o que acontece? O oposto. É o toque de Midas ao contrário: tudo o que a mídia toca apodrece e vira merda.
Isso que é inteligência? É esse sistema que vai nos levar ao progresso como pessoas, como humanidade?
Pensemos na geração de energia. Em apenas uma hora, o Sol fornece para a Terra energia suficiente para alimentar o consumo mundial de um ano inteiro. Por que não aproveitamos toda essa abundância? Será que nossa inteligência é tão limitada que não podemos fazer o que qualquer samambaia faz, que é tirar energia da luz do Sol?
A triste verdade é que SABEMOS como fazer isso. Tecnicamente é perfeitamente possível, mas não o fazemos simplesmente porque NÃO DARIA LUCRO, ou pelo menos não tanto quanto o que pode ser aferido enquanto toda a humanidade for mantida prisioneira da energia fóssil.
Vejam o enredo de filme do Buñel: o que são fontes de energia como o carvão ou o petróleo? Luz solar capturada e cristalizada pela natureza, nada mais. Seja na forma de carvão vegetal, carvão mineral (que são plantas fossilizadas) ou petróleo (que são restos de substâncias orgânicas), tudo isso nada mais é do que depósitos de luz solar. Hoje sabemos que sua queima causa inúmeros problemas ambientais, desde o efeito estufa até a simples poluição, além de causarem doenças e emporcalharem o mundo. Alguns argumentam que se trata de “alarmismo” a preocupação com as questões ambientais. Ora, para mim é argumento suficiente o simples fato da poluição ENFEIAR o mundo! Só a questão “estética” para mim já basta! Que mais precisa se discutir?
Pior ainda é que são fontes de energia não-renováveis. Mesmo assim, continuamos utilizando-as, ainda que seja possível gerar energia de forma mais inteligente, renovável, barata e limpa. E tudo isso por quê?
Não se trata de mera estupidez, mas também de um comportamento profundamente mesquinho, anti-ético. Pensem no petróleo, por exemplo. Mantemos nossa dependência em relação a ele quase inalterada, como se ele nunca fosse acabar, quando SABEMOS que sua utilização é finita e que o fim está próximo. E o que promove o sistema capitalista quando a escassez se torna incontornável? GUERRAS pelas reservas que restam. E aí simplesmente fodam-se os mais fracos, que não possam se defender – o que inclui países mas, fundamentalmente, pessoas, como os milhões de mortos no Iraque.
Nossa produção de grãos hoje em dia é simplesmente colossal, titânica. Qualquer agricultor de outras eras julgaria impossível produzir tanta comida com apenas este mesmo planeta. No entanto, superamos seus maiores delírios apenas para ter mais famintos hoje do que em qualquer época da história da humanidade. Produzimos comida suficiente para alimentar toda a população mundial com sobras. Mas o que ocorre? Bilhões de subnutridos, aumento no preço dos alimentos, fome e desgraças para todos os lados.
Pensem vocês no que aconteceria se uma parcela infinitesimal de nossos gastos com coisas supérfluas ou com armamentos fosse usado para acabar com a fome no mundo. Pensem quanto custaria para uma economia como os EUA, ou mesmo o Brasil, acabar com a fome em – digamos – o Haiti. Que fração irrisória do faturamento de uma Petrobrás ou de uma Vale do Rio Doce não poderia ACABAR COM A FOME EM UM PAÍS INTEIRO, SALVANDO MILHÕES DE PESSOAS? Mas então o que acontece? Acontece que essa não é a “lógica” do sistema. Ele simplesmente não “pensa”, nem “sente” como um ser humano, porque na verdade não é humano e não age como um – embora seja criação de nós mesmos e responda a nossos instintos e fantasias.
Vejam que legal: mais da metade dos grãos produzidos, hoje em dia, é usada não para alimentar pessoas, mas para alimentar gado ou tanques de combustível de carrões por aí, na forma de biocombustíveis. A nossa produção de grãos, por exemplo, que enche o governo Lula de orgulho, não é sequer utilizada para alimentar o nosso gado, porque aqui a maior parte ainda vive em pastos – isto é, em grandes latifúndios que expulsam os camponeses pobres da terra e os entulham em favelas ou periferias das grandes cidades. Nosso orgulhoso e enaltecido agrobusiness produz comida para os países desenvolvidos alimentarem seus bois e vacas, enquanto tantos passam fome em nossas próprias fronteiras. Assim, vaquinhas holandesas ou inglesas recebem as proteínas necessárias para que cresçam e engordem bem rápido, de forma que sua carne possa ser “eficientemente” negociada no mercado. Uma estupidez geral tão grande que faz com que, para produzirmos 1 kg de carne, seja necessário gastar 13.000 litros de água – um bem cada vez mais escasso. Fora o que gastamos em combustível e recursos para levar os grãos de um hemisfério para outro.
Outra coisa bem edificante é que, hoje em dia, uma vaca inglesa, por exemplo, é subvencionada com 4 dólares por dia. Isso significa que os países europeus gastam com suas vaquinhas 4 vezes mais, por dia, do que bilhões de seres humanos tem disponível para viver. Uma vaca francesa é mais rica do que uma criança de Bangladesh, ou mesmo que um adulto em idade produtiva. Na verdade, é cerca de quatro vezes mais. MILHÕES E MILHÕES de vacas européias estão numa situação social melhor que a de bilhões de seres humanos, para delírio de economistas e colunistas de jornal, sempre prontos a defender o sistema capitalista.
Sabe aquela “pirâmide demográfica” que os professores desenham no quadro, para indicar a estratificação numa sociedade qualquer? No capitalismo, temos que colocar ruminantes acima de seres humanos naquele desenho. Senhoras e senhores, aplausos para o sistema capitalista, o “ápice” de nossa civilização, o “cume” da experiência humana da Terra!!!
É...
Já dizia o Raul, que nunca teve ilusões: “quando acabar, o maluco sou eu”!
Abraços,
FUSER
PS: Leu? Gostou? Não? Achou ridículo? Não fique afundado em sua poltrona. Dê também sua opinião.
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05/10/2009 18:19 A TELEVISÃO ME DEIXOU BURRO, MUITO BURRO DEMAIS!
Caros passageiros,
Os leitores antigos devem se lembrar de uns posts que fiz sobre o 11 de setembro. Para quem nunca leu, segue o link:
http://bondedahistoria.blog-se.com.br/blog/conteudo/home.asp?idBlog=12243&arquivo=mensal&mes=05&ano=2006
Muita gente ainda hoje acredita na história oficial do 11 de setembro, para a qual, diga-se de passagem, NENHUMA PROVA FOI ATÉ HOJE REVELADA. Apesar disso, mal os prédios haviam caído e as principais redes de TV dos EUA já apontavam inequivocamente os responsáveis pela ação, baseados sabe-se lá em que provas. Até hoje, a ligação entre Bin Laden e o 11 de setembro é baseada unicamente na palavra da Casa Branca – que, como sabe qualquer legume, não é digna da confiança de ninguém.
Desde 2001 que o princípio básico do jornalismo – desconfiar do poder – é mandado para as cucuias na cara de todo mundo, até mesmo por meios ditos “independentes” (como a Carta Capital). Talvez porque, embora possam ser independentes em relação aos grandes centros políticos do poder, continuem empresas privadas e, como tal, não podem ameaçar sua “reputação” com “teorias da conspiração”. Se assim for, mostram claramente os limites da independência na imprensa burguesa; se não publicam nada por desconhecimento em relação ao tema, mostram como são limitados (e como a Internet pode substituí-los sem muita perda).
Pior é que até em termos comerciais vale a pena publicar manchetes de capa com os furos da teoria oficial. De mais a mais, é questão de tempo até a coisa ficar escancarada de vez, e mesmo a imprensa burguesa terá que publicar alguma coisa sobre o assunto. Aí será como num duelo: todos os meios com a matéria, um olhando para o outro, esperando para ver quem publica primeiro.
Este post não é para desmascarar a teoria oficial porque, para mim, isso é bater em cachorro morto. Hoje, entre as pessoas que tem acesso à Internet, só os muito desinformados podem continuar acreditando nesse conto da carochinha difundido pela Casa Branca. Na época em que o BONDE divulgou os posts “OS MISTÉRIOS POR TRÁS DO 11 DE SETEMBRO” havia certa necessidade de um trabalho de pesquisa de cada peça do quebra-cabeça, pois ainda não existia – que eu soubesse, pelo menos – nenhum artigo / site / filme / livro que reunisse a totalidade das informações. Mas hoje é fácil baixar da Internet – e com legendas em português – algum dos muitos documentários existentes sobre o assunto.
Para os não-iniciados, sugiro começar por Loose Change (qualquer versão serve, mas gostei mais da 2) e 9/11 In Plane Site.
O que quero discutir aqui é a incrível aceitação, por quase toda a humanidade, de uma teoria tão absurda como a história oficial, difundida UNICAMENTE pela Casa Branca. Além dos buracos e da falta total de evidências, que hoje qualquer pessoa pode descobrir, a teoria em si já é completamente ridícula. Senão, vejamos:
Segundo a história oficial, os autores do “atentado terrorista” foram os malignos Osama Bin Laden e seu grupo de barbudos da misteriosa “Al Qeda” – espécie de X-MEN às avessas que, de suas cavernas no Afeganistão, ludibriaram as defesas DA MAIOR POTÊNCIA MILITAR DA HISTÓRIA DA HUMANIDADE e atingiram seu quartel-general, o Pentágono! Foram mais longe que japoneses e nazistas...
Porra... se o russo manda um MÍSSEL em direção ao Pentágono (e o troço vem pelo espaço sideral!), o americano manda OUTRO MÍSSEL que acerta ele! Neguinho acha que é assim, qualquer meia-dúzia de vagabundo sai seqüestrando avião (armados com ESTILETES, Deus do céu!), controlam os quase 200 passageiros e bota um barbudo de turbante qualquer no manche, que ele guia o BOEING certinho nas duas torres e, de lambuja, no QUARTEL-GENERAL DA DEFESA DOS ESTADOS-UNIDOS!
PORRA!!! Parece seriado do MacGyver!
Como a Casa Branca teve a cara-de-pau de apresentar uma história tão COMPLETAMENTE RIDÍCULA como essa? E, pior ainda, como é que tanta gente, por tanto tempo, pôde ter acreditado nisso? MEU DEUS!!! Basta parar e pensar UM SEGUNDO para ver que essa história não serve nem para roteiro de filme do Domingo Maior, com Chuck Norris!
O incrível não é como puderam esconder a verdade sobre o 11 de Setembro; o incrível é como nos deixamos enganar por tanto tempo! Podem ter certeza de que ESSA SERÁ UMA DISCUSSÃO INTENSA NOS MEIOS ACADÊMICOS, num futuro próximo. Que espécie de incrível distorção em nossa percepção da realidade foi capaz de nos manipular tão facilmente?
Acho que a questão do ato humano de “olhar” precisará ser rediscutida. O 11 de Setembro forneceu uma PROVA GLOBAL de que um novo tipo específico de “olhar” se impôs definitivamente sobre nosso “olhar” natural. A linguagem imagética da TV se tornou uma intermediação com a realidade mais poderosa do que aquilo que vemos com nossos próprios olhos! É como se a realidade fosse mais real se “filtrada” pelo discurso e pela linguagem recortada e fragmentada da TV e da mídia em geral, e é em resposta a essa linguagem que pautamos nossos atos como indivíduos e sociedade em geral.
Como dizia o sábio Januário de Oliveira: sinistro... muito sinistro...
Não sei o que acontecerá com a cultura humana e com nossa relação com o mundo no futuro, mas parece que nos aproximamos do momento em que vamos aceitar a “realidade” da TV como mais real do que a vida real fora dela. O 11 de Setembro talvez seja considerado, no futuro, o momento-chave em que essa incrível distorção em nossa relação com o real tornou-se evidente.
Independentemente de quaisquer das evidências que desmintam a teoria oficial do 11 de Setembro – e elas são muitas –, a imagem já fala por si e é claríssima: as torres foram OBVIAMENTE implodidas. O mundo inteiro viu! E ao vivo. Não fosse a “verdade-pronta” apresentada pela mídia (repercutindo a voz do governo Bush), todos nós rapidamente chegaríamos à conclusão óbvia de que os aviões, sozinhos, jamais derrubariam as duas torres da maneira como elas caíram (se é que poderiam derrubá-las). Não fosse a “conclusão indiscutível” repetida pela mídia, todos nós admitiríamos AO MENOS a grande possibilidade de ter ocorrido uma implosão, haja visto que o mundo inteiro viu que as torres caíram exatamente como ocorre em implosões, e os prédios SIMPLESMENTE NÃO CAEM ASSIM SEM MAIS NEM MENOS.
Aliás, se forem de estrutura metálica, não caem nem assim nem de jeito nenhum, posto que NUNCA, na história da engenharia, prédios de estrutura metálica caíram em parte alguma do mundo, A MENOS QUE FOSSEM IMPLODIDOS! E olha que já houve mais de um caso de colisões de aviões com prédios muito altos, e de incêndios devastadores. Mesmo assim, nunca um prédio de estrutura metálica havia caído.
Quando a verdade vier à tona, discutiremos muita coisa que hoje está em segundo plano, diante da necessidade de desmascarar a farsa montada. Por exemplo, falaremos sobre a incrível “soberba” dos verdadeiros responsáveis pelo 11 de Setembro, que acreditaram que poderiam esconder indefinidamente a verdade com sua historinha ridícula. Por outro lado, discutiremos também que a aposta deles se revelou um incrível sucesso por um tempão, já que estamos em 2009 e a fábula dos Muçulmanos MacGyver ainda se sustenta para muita gente.
Esse é justamente o grande fenômeno da história toda. A grande pergunta nos meios acadêmicos e nas discussões políticas do futuro será: “como é que demoramos tanto para perceber?”
É certo que sempre ouvimos falar que a TV manipula, aliena, etc. Mas acho que o 11 de Setembro leva a discussão a outro nível. Trata-se de discutir, num nível filosófico, nossa percepção da realidade, nossa capacidade de interagir autônoma e individualmente no mundo, a partir de nossos sentidos e nosso intelecto. Vejam a que ponto nossa percepção da realidade foi completamente alterada com o advento das tecnologias de imagem (como o cinema, TV e, mais recentemente, o computador). Percebam o quanto a hegemonia burguesa é mais complexa, e como a mídia ocupou o espaço de outras formas antigas de mascaramento da realidade...
Mas a tecnologia trouxe também um aspecto paradoxal – salve o materialismo dialético! – já que, por causa principalmente da Internet, a coisa está saindo do controle para o lado “deles”, e logo a verdade virá à tona de forma definitiva e inescapável. As conseqüências desse fato são inimagináveis no momento, mas tenham certeza de duas coisas:
1 - OS VERDADEIROS RESPONSÁVEIS PELO 11 DE SETEMBRO SABEM QUE A MÁSCARA ESTÁ PARA CAIR.
2- CONSEQUENTEMENTE, JÁ ESTÃO SE PREPARANDO PARA ESSE MOMENTO INEVITÁVEL.
Por um lado, querem empurrar para um futuro distante, o máximo que puderem, a revelação inescapável da verdade (como fizeram com a história do “ataque surpresa” a Pearl Harbor, que hoje se sabe que de surpresa não tinha nada). Mas acho que subestimaram a velocidade da guerra de informações na era da Internet, blogs, etc. A verdade virá a tona “antes do previsto”, e com ou sem a “abertura dos arquivos” do governo dos EUA.
É claro que eles estão percebendo isso. De sorte que, não se iludam, já estão se preparando para o momento em que a maior mentira do milênio vai vir à tona. Acho que muitas das atitudes da Casa Branca e do establishment político-econômico estadunidense já devem ser lidas a partir dessa ótica. Até porque a manutenção da mentira a respeito do 11 de setembro tem hoje, a meu ver, um caráter verdadeiramente ESTRUTURAL na manutenção do poder tanto dentro dos EUA quanto do em relação ao equilíbrio de forças global.
A verdade virá à tona e, com ela, prevejo uma “libertação” poderosa da humanidade. Os neocons estadunidenses apostaram muito alto com o 11 de Setembro, em troca de dividendo político-econômicos de curto-prazo; só que a aposta foi alta demais e arrisca “quebrar a banca”, que são eles mesmos.
Um abração,
FUSER
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28/09/2009 14:49 QUE (HON)DUREZA!
Caros passageiros,
FINALMENTE os grandes meios de comunicação brasileiros se dignificaram em chamar o governo Micheletti por aquilo que ele realmente é: GOLPISTA. Já chamaram de tudo quanto foi nome nos últimos dias: governo provisório, interino, governo “de fato”, governo Micheletti, etc, etc. Mas se recusavam até agora em dar a ele o nome que merece: GOLPISTA.
Da mesma forma, agora estão tendo que admitir que o governo Lula agiu corretamente ao dar abrigo a Zelaya. Num primeiro momento, a manchete n’O Globo dizia que o governo brasileiro seria culpado por “acirrar” as tensões em Honduras. Depois, passaram a “acusar” o Brasil de ter participado da operação de retorno do presidente deposto. Ora, isso é acusação? Se o Itamaraty teve alguma responsabilidade em ajudar o presidente eleito de Honduras a chegar até a embaixada brasileira, isso deveria ser motivo de aplausos, não de críticas! No entanto, nossa grande mídia é realmente um bando de paus-mandados dos interesses mais mesquinhos, entreguistas e golpistas. No fundo, nosso jornalões e revistões só não aplaudem o fato do golpe ter sido em Honduras, posto que prefeririam que fosse no Brasil! Enquanto foi possível, criticaram e ridicularizaram Lula e o Itamaraty até não poder mais. Só que agora, ante a posição firme do presidente brasileiro e os aplausos do resto do mundo, estão se vendo obrigados a mudar o tom do discurso.
Bando de papagaios-de-pirata! Palhaços! VÃO TODOS TOMAR NO CU!!!
É realmente de dar náuseas nossa grande imprensa. Vejam a PALHAÇADA daquela história da tal da Lina, escolhida da vez para atacar Dilma Rousseff. Uma MENTIRA deslavada atrás da outra, alardeada com a maior desfaçatez pela grande imprensa, para delírio dos grandes grupos econômicos e da nossa medíocre classe mérdia. Como não podia ser diferente, o caso surgiu e sumiu, sem nenhuma sustentação. As mentiras da grande mídia estão durando cada vez menos sob os holofotes. Mas eles não se dão por vencidos, e logo escolherão outra mentira para atacar o governo.
Por isso, quero dizer com todas a letras que, no Brasil de hoje, eu não tenho mais nenhuma dúvida: É MELHOR NÃO LER NADA DO QUE LER A GRANDE IMPRENSA.
Acompanhem o que aconteceu no caso de Honduras. Tentaram a todo custo colocar a população brasileira contra Zelaya, criando intriguinhas, caricaturas, dizendo que os hondurenhos não repartiram o cachorro-quente com não-sei-quem da embaixada brasileira, etc, etc. Aí publicaram – em primeira página – aquela foto CRETINA do Zelaya dormindo nas cadeiras da embaixada, meio bonachão. Pergunto-me que interesse jornalístico pode ter uma foto daquela, senão a de ridicularizar a imagem do presidente deposto? Se fosse na capa do Meia-Hora, vá lá, que a proposta do jornal é fazer troça mesmo (para quem não sabe, o Meia-Hora é um jornaleco do Rio, com ênfase em notícias populares com doses de humor). Agora, na capa d’O Globo? Porra, isso é jornalismo sério? Que interesse jornalístico pode haver em vermos a imagem do cara dormindo? Será que algum outro grande jornal internacional publicou essa foto na capa? Ou foi só os papagaios de pirata da grande imprensa nativa?
Mas eis que fica claro porque, só agora, resolveram chamar Micheletti de golpista: o ditador mandou fechar um canal de rádio e uma emissora de TV de Honduras, que estavam contrárias à retirada de Zelaya. Ahhh... aí começamos a entender. Mexeu com a grande imprensa, virou golpista. Até ontem era “interino”, “provisório”... Agora é golpista.
BABACAS!!!
Detalhe importante: vejam a diferença para o caso da RCTV, na Venezuela. Naquele caso, era o canal de TV que era golpista, e não o governo ELEITO e REELEITO de Chávez. Além disso, Chávez não “fechou” o canal, apenas não renovou a concessão, agindo rigorosamente dentro da lei. Mas nossa imprensa, sabe como é, só reconhece as leis que são contra os outros; contra ela, não pode haver lei ou ato governamental nenhum.
Chega a dar raiva! Peguem as reportagens sobre Honduras, e comparem o antes e o depois! Agora só aparece “governo golpista”. Porra, ele virou golpista só ontem? Antes era o que então???
Repito: hoje simplesmente não vale a pena ler a grande imprensa brasileira. Definitivamente, ela não serve para informar, e ainda tem o agravante de DESINFORMAR, OMITIR e veicular mentiras e meias-verdades, uma atrás da outra. Faço meu apelo: quando vocês estiverem andando com crianças nas ruas e passarem perto de uma banca de jornal, mostrem para elas: “veja, meu filho, é ali que se escrevem mentiras para enganar as pessoas! Cuidado que eles são piores que bicho-papão!”. Não deixem que elas se confundam, porque tem um ou outro meio que preserva certa decência. Mas tentem, ao menos, identificar os QUATRO CAVALEIROS DO APOCALIPSE: O Globo, Veja, Estadão e Folha de São Paulo.
Tenho dito.
Abraços,
FUSER
PS: Puxa, só um comentário sobre o post anterior, e isso que é um assunto importante para caralho! Vamos lá, minha gente, dá uma força aí, porque a discussão é que é boa, nem tanto os posts em si.
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19/09/2009 13:54 -"PASSE O PRÉ-SAL, POR FAVOR?" - "NÃO, É NOSSO"
Olá, companheiros!
Finalmente, arrumei um tempinho para escrever para os meus milhões (risos) de leitores! E o assunto agora é o famoso PRÉ-SAL. É um assunto importantíssimo, caro leitor. Se vc chegou até aqui, LEIA O POST ATÉ O FINAL. Não sei como nem por onde começar, mas “vamo que vamo”! De improviso mesmo.
Acho que o Brasil está vivendo um momento muito importante de sua história, em termos econômicos. Embora ainda haja um peso muito grande, em nossa economia, da produção de gêneros primários, e deixemos a desejar em relação aos demais países do BRIC – principalmente a China – não há dúvidas que superamos os descaminhos dos anos 1980 e 1990.
Muita gente não sabe, mas hoje o Brasil é um país EXPORTADOR DE CAPITAL. E não somente de remessas de lucros, que isso sempre fomos, infelizmente; mas exportador de investimentos produtivos. Já faz uns 3 ou 4 anos que o Brasil faz mais investimentos produtivos no exterior do que recebe capital produtivo estrangeiro. As grandes empresas brasileiras, com apoio do Estado, estão consolidando-se como global players, e o Brasil está se tornando um país imperialista (ou sub-imperialista, se quiserem).
O governo Lula tem total responsabilidade – para o bem ou para o mal – neste atual quadro. Houve diversificação nas relações e no comércio exterior; investimentos pesados em infra-estrutura; consolidação dos blocos do Mercosul e G20, etc. É claro que estou falando aqui de uso do dinheiro público para financiar empresas privadas como a Odebrecht ou a Vale, mas tem gente que defende o governo, argumentando que isso é necessário, para dar um mínimo de autonomia ao país. A idéia é, nitidamente, fazer como os demais países desenvolvidos: usar o Estado (no nosso caso, via investimentos gigantescos do BNDES) para proteger as empresas nacionais e projetá-las no mundo.
Nem preciso dizer que este não é o modelo de civilização que eu defendo. Mas na atual conjuntura do Brasil, com tão pouca mobilização popular, é o máximo que vamos conseguir num futuro próximo. De mais a mais, é melhor isso do que os tucodemos, que DOUTRINARIAMENTE não acreditavam na possibilidade de um país soberano e preferem simplesmente abrir as pernas para os EUA. Leiam o tópico anterior e entendam que, já há muito tempo, FHC representava diretamente os interesses dos EUA no país, financiado por ninguém menos do que a CIA... Quer dizer, se o PT defende um modelo capitalista, com um mínimo de maior atenção ao social, os tucodemos simplesmente representam a subjugação do país a interesses externos, com lucros para uma pequena minoria que se beneficia dessa subordinação.
O lance principal é o seguinte: se o Brasil se projetar definitivamente como um país rico, soberano, com dinheiro para realizar políticas públicas minimamente decentes, como os governos vão justificar a “falta de dinheiro” para os gastos com educação, saúde, funcionalismo público, etc? Não acho que temos que entrar na linha do ufanismo bobão, do “Viva o Brasil!”, mas temos que entender que estamos realmente consolidados como um país rico e de peso no mundo, e que é hora dos trabalhadores – que são os responsáveis por tudo isso! – cobrarem a conta!
Se o povo brasileiro realmente tomar ciência do que é o pré-sal – coisa que ainda não aconteceu, e isso é grave! – pode acontecer uma mobilização semelhante ao que ocorreu na Bolívia e na Venezuela. Não estou exagerando não. Esses países também tinham um povo desmobilizado e alienado, até movimentos de massa e líderes comprometidos com eles dizerem claramente: “temos uma riqueza no subsolo que pertence a todos, e que pode ser nossa chance de sair da miséria. A hora é essa!".
E, se é de todos, conforme diz a constituição, TEM QUE SER USADO PARA O BEM DO POVO”. O pré-sal não está comprometido com nada. Nossa dívida externa foi paga, e os juros e rolagem da dívida interna são pagos religiosamente. Nosso superávit fiscal é mantido, não suspendemos pagamento nenhum, etc, etc. Sendo assim, não tem desculpa! O que vamos fazer com a grana gigantesca do pré-sal? Esse dinheiro é um “a mais”, que tem que ser usado integralmente para o bem-estar da população.
E é muita grana mesmo? É. Podes crer que é.
É muito, mas MUITO DINHEIRO MESMO. É realmente um volume gigantesco de grana que pode tranqüilamente mudar as condições de vida no país e nos levar a uma outra dimensão de civilização, além de literalmente ACABAR com a pobreza extrema do país.
Vamos aos dados. Façamos o seguinte: calculemos pela perspectiva mais pessimista da quantidade de petróleo existente e do preço para extraí-lo. Digamos que haja UM TERÇO dos 300 bilhões de barris prováveis, e que gastemos 20 dólares para extrair cada um, em vez dos 8 atuais. Suponhamos ainda que a cotação permaneça a de 70 dólares o barril (e há perspectiva de que ela suba para 100 dólares num futuro próximo).
Quer dizer, pegando tudo por baixo, ainda assim teríamos uma quantia inimaginável de CINCO TRILHÕES DE DÓLARES! E com um detalhe: sem ter que aumentar impostos de ninguém, e ainda gerando empregos e tecnologia para o país.
Então agora vamos fazer um breve exercício: o que dá para fazer com 5 trilhões de dólares, extraídos ao longo de 20 anos?
LEIAM E PENSEM NESSAS INFORMAÇÕES COM O CARINHO E A ATENÇÃO QUE ELAS MERECEM:
1. 300 bilhões para 20 trens-bala, interligando desde Porto Alegre até Belém, passando pelas principais cidades do país, o que iria baratear a locomoção de pessoas e o transporte de mercadorias e (FINALMENTE) integrar o Brasil de forma definitiva;
(considerem que o trem-bala RJ-SP está previsto em 15 bilhões de dólares)
2. 60 bilhões de dólares para construir e manter, durante 20 anos, uma universidade NO PADRÃO HARVARD, que abrigaria os melhores alunos das nossas universidades, gratuitamente, e que depois poderiam dar continuidade à nossa busca por tecnologia própria, multiplicando os conhecimentos por outras universidades do país.
(Considerem que o orçamento anual de Harvard é de cerca de 3 bilhões de dólares).
3. 200 bilhões de dólares para corrigir e manter as aposentadorias do INSS, igual a mais de dois anos do total de benefícios atuais.
4. 170 bilhões de dólares para fazer um novo fundo de desenvolvimento, igual à soma do FAT e do FGTS (reparem que isso interessa inclusive aos empresários).
5. 360 bilhões de dólares que triplicam o orçamento federal da Educação nos próximos 20 anos, e que permitiriam, finalmente, ESCOLA DE TEMPO INTEGRAL PARA TODOS, COM ALIMENTAÇÃO, SAÚDE, ATLETISMO, ESPORTE, INFORMÁTICA.
6. 440 bilhões de reis para DOBRAR o orçamento federal em saúde durante 20 anos.
7. 500 bilhões de dólares como mero comparativo do que seria necessário para liquidar a dívida interna brasileira.
Ufa! Sabem quanto dá isso tudo? SÓ 40% DO QUE TERÍAMOS NO PRÉ-SAL, com os cálculos absolutamente pessimistas que nós fizemos!
Calma que não acabou. E o que aconteceria se, ao invés de nivelarmos por baixo, pensarmos no que é mais provável que tenha no pré-sal? Lembre-se que é uma economia de escala; se você aumenta um pouquinho o preço do barril, por exemplo, ele multiplica por um número enorme de barris. Suponham então que o pré-sal tenha mesmo 300 bilhões de barris, que é o que parece, e que o preço do petróleo suba para 100 dólares, mantendo uns 20 dólares de custo por barril. Neste caso – segurem-se na cadeira – a fortuna sobe simplesmente para VINTE E QUATRO TRILHÕES DE DÓLARES!!!
Isso mesmo que você leu. US$ 24.000.000.000.000,00 !!!!!
Se com 40% de 5 trilhões (2,03 trilhões) já dava para fazer tudo aquilo que escrevi acima, imagine com 24 trilhões! Estamos falando, sem exagero nenhum, de nivelarmos nosso nível de vida ao dos países do primeiro mundo, ou até de ultrapassá-los em muitos pontos. Estamos falando de dar condições de vida, educação, saúde, alimentação, aposentadoria, ciência, etc, não simplesmente dignas, mas de ALTO NÍVEL para TODOS os brasileiros.
Agora, isso se o pré-sal for inteiramente voltado para os interesses da população, e não dos lucros de multinacionais e do enriquecimento de uma aristocracia de “sheiks” brasileiros. É hora de cada um cumprir um dever fundamental: ESPALHAR ESSAS INFORMAÇÕES.
Temos que conversar sobre isso, falar com os colegas, nos locais de serviço e lazer. Tem que ser assunto de bar, de cada esquina, porque a maior parte da população ainda não tem consciência do que é realmente o pré-sal. FAÇA A SUA PARTE!
Um abração,
FUSER
PS: ainda não falei tudo sobre o assunto. Falta a questão ambiental e o marco regulatório do Lula. Fica para a próxima.
PS 2: Galera, valeu pela força na divulgação do blog. Por favor, sem isso o BONDE não serve para nada. Vamos participar dos comentários tb! Valeu!
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